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Investidores e empresários debatem caminhos para saídas de sucesso Adicionado em 27/10/2016
 
SÃO PAULO, 27 DE OUTUBRO – O segundo debate da 3ª Conferência Brasileira de Venture Capital, promovido pela ABVCAP e Apex-Brasil, trouxe a experiência em saídas de gestores de Venture Capital, como CRP e Redpoint eventures; e empresas de destaque, como Movile e Mercado Libre.

Com mais de 35 anos na indústria de Venture Capital, 10 fundos estruturados e foco regional forte na Região Sul, a CRP, representada por Gabriela Van Der Linden, sócia da companhia, tem mais de 70 investimentos e mais de 40 desinvestimentos na carteira. Gabriela contou que consegue observar novas rodadas, e com isso o desafio da liquidez. “É positivo para os fundos terem novas rodadas, por outro lado o desafio do retorno fica mais alto”.

A moderadora do painel, Andrea Minardi, professora adjunta do Insper aproveitou a ocasião para apresentar a pesquisa “Saídas de Investimento em TI” elaborada pelo Centro de Finanças do Insper em parceria com a Spectra Investments. Até 2014, foram 114 saídas, sendo 41 de Venture Capital e 29 de Private Equity. O relatório também mostrou que em 70 saídas, 41% foram write-off e aproximadamente 2/3 desses write-off foram de Venture Capital.

Anderson Thees, sócio-diretor e cofundador da Redpoint eventures, explicou que o write-off (procedimento contábil de dar baixa a um determinado ativo de uma empresa) nem sempre deve ser visto de uma forma ruim, uma vez que o empreendedor aprende para com suas falhas para que o negócio possa ter uma saída de sucesso no futuro.

Thees também se diz otimista em relação às saídas para os próximos anos. “A resiliência do mercado de venture foi grande durante a crise. Há uma safra grande de empresas de alta qualidade. Eu posso ver uma virada de mercado. Decolar e Netshoes foram saídas postergadas, por exemplo, mas a hora que o mercado de capitais virar o jogo, esse cenário vai se transformar”.

Do ponto de vista do empresário, Arthur O’Keefe, CFO da Movile, a receita para uma saída de sucesso é engajar as companhias e os investidores num diálogo. “Isso já está acontecendo e é parte da maturação do mercado corporativo”.

Já a estratégia de fusão e aquisição do Mercado Libre, de acordo com o head de desenvolvimento corporativo da empresa, Ignacio Estivariz, é adquirir companhias que possam acrescentar expertise ao negócio.

Ao final do painel Thees, sócio da Redpoint, contou que os fundos tem que ser mais estratégicos e levar empresas a se tornarem mais globais. “Existem empresas em nosso portfólio que já nascem com DNA Global, porém com risco muito maior, mas se o produto é diferenciado a nível global, a gente faz investimento”, concluiu ele. 

A sócia da CRP, Gabriela, finalizou: “primeiro a gente foca do domínio do negócio no Brasil, depois América Latina e depois ganha o mundo. Acho que é uma receita que funciona bem”.

Informações para Imprensa

Fonte: ABVCAP


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