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ABVCAP e Apex-Brasil reúnem mais de 200 participantes na 3ª Conferência Brasileira de Venture Capital Adicionado em 28/10/2016
 
SÃO PAULO, 28 DE OUTUBRO DE 2016 -  Na última quinta-feira, 27 de outubro, a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) reuniram mais de 200 participantes na terceira edição da Conferência Brasileira de Venture Capital. Fernando Borges, presidente da ABVCAP, deu as boas vindas aos participantes lembrando o aumento de cerca de 50%, em relação a 2013, do capital comprometido da indústria, que no último ano atingiu 153 bilhões de reais.

Para abrir o evento, o presidente da Associação chamou Eliane Lustosa, diretora da área de mercados de capitais do BNDES. Eliane explicou que o termo “Capital Empreendedor” de forma alguma significa menor atenção aos pequenos empresários. Para ela é a hora de identificar a melhor maneira de garantir apoio efetivo a essas empresas, não apenas no sentido financeiro.

“Volume de recursos nem sempre constitui um apoio eficaz para empresa. O que o BNDESPar quer agora é aprimorar mecanismos de monitoramento e análise crítica nas investidas”, explicou Eliane. Ainda segundo ela, o BNDES está buscando mais incentivo para boas práticas de governança corporativa, estabelecendo conceitos claros e trabalhar de forma mais horizontal com os investidores e os empreendedores.

CASOS DE SAÍDA
O segundo debate da Conferência trouxe a experiência em saídas de gestores de Venture Capital, como CRP e Redpoint eventures; e empresas de destaque, como Movile e Mercado Libre.

Com mais de 35 anos na indústria de Venture Capital, 10 fundos estruturados e foco regional forte na Região Sul, a CRP, representada por Gabriela Van Der Linden, sócia da companhia, tem mais de 70 investimentos e mais de 40 desinvestimentos na carteira. Gabriela contou que consegue observar novas rodadas, e com isso o desafio da liquidez. “É positivo para os fundos terem novas rodadas, por outro lado o desafio do retorno fica mais alto”.

A moderadora do painel, Andrea Minardi, professora adjunta do Insper aproveitou a ocasião para apresentar a pesquisa “Saídas de Investimento em TI” elaborada pelo Centro de Finanças do Insper em parceria com a Spectra Investments. Até 2014, foram 114 saídas, sendo 41 de Venture Capital e 29 de Private Equity. O relatório também mostrou que em 70 saídas, 41% foram write-off e aproximadamente 2/3 desses write-off foram de Venture Capital.

Anderson Thees, sócio-diretor e cofundador da Redpoint eventures, explicou que o write-off (procedimento contábil de dar baixa a um determinado ativo de uma empresa) nem sempre deve ser visto de uma forma ruim, uma vez que o empreendedor aprende para com suas falhas para que o negócio possa ter uma saída de sucesso no futuro.

Thees também se diz otimista em relação às saídas para os próximos anos. “A resiliência do mercado de venture foi grande durante a crise. Há uma safra grande de empresas de alta qualidade. Eu posso ver uma virada de mercado. Decolar e Netshoes foram saídas postergadas, por exemplo, mas a hora que o mercado de capitais virar o jogo, esse cenário vai se transformar”.

CORPORATE VENTURES
Seguindo com os trabalhos do dia, o debate seguinte foi composto por Bruno Bragazza, diretor de inovação da Bosch; José Claudio Terra, diretor de inovação do Hospital Albert Einstein; Peter Seiffert, head de corporate VC na Embraer e Renato Valente, country manager do Telefónica Open Future, que discutiram como as chamadas Corporate Ventures podem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema do capital empreendedor no Brasil.

Moderado por Rodrigo Menezes, coordenador do Comitê de Empreendedorismo, Inovação e Venture Capital da ABVCAP e sócio do Derraik & Menezes Advogados, o painel deixou clara a necessidade de integração dos agentes da indústria de VC. Bragazza, da Bosch, que assumiu a área de inovação da empresa, explicou que a companhia fatura hoje 70 bilhões de euros e que está investindo em áreas de inovação nos Estados Unidos, Europa, Israel e China.

Bragazza, no entanto relatou que por enquanto a América Latina está fora desse radar.
“Ainda temos dificuldade de fazer open innovation no Brasil. O contrato de serviço tecnológico é muito fechado. Por outro lado definimos uma plataforma de inovação corporativa para apostar em negócios que tenham esses quatro pilares: segurança, educação, agronegócio e saúde”.

FORUM DE INVESTIMENTOS

Investidores locais e internacionais também tiveram a oportunidade de conhecer durante a Conferência 10 empresas selecionadas e capacitadas do programa Export Venture Forum, da ABVCAP e Apex-Brasil, em parceria com o BID/FUMIN, que tem como objetivo apresentar para investidores estratégicos empresas de destaque que estejam atuando no mercado internacional, que tenham grande potencial de exportação e ofereçam alta inovação em seus produtos e serviços.

Após a apresentação de 5 minutos para cada companhia, as empresas puderam participar de um networking com os participantes da Conferência.

 
ECOSSISTEMA
Outra pauta discutida na conferência foi a necessidade de integrar mais os agentes da indústria para gerar mais negócios. O debate, “Empreendedorismo e Venture Capital: integrando o ecossistema”, trouxe representantes de diferentes entidades deste mercado para discutir aprimoramentos para um desenvolvimento mais sustentável. 

Clovis Meurer, conselheiro deliberativo da ABVCAP e sócio-diretor superintendente da CRP-Companhia de Participações, acredita que a indústria está se desenvolvendo cada vez mais, e que no ponto de vista dos fundos, eventos como Venture Forum, são essenciais para facilitar o dia-a-dia do gestor. “Quando vemos um evento como esse, que você já tem uma empresa pré-selecionada e preparada, isso é fundamental para o gestor de fundos aumentar seu pipeline”.

CAPTAÇÃO
Após o debate, a programação seguiu com um painel sobre os desafios na captação de recursos no Brasil e no exterior. Moderado pela coordenadora do Comitê de Investidores Institucionais da ABVCAP, Patrícia Freitas, o painel contou com a participação dos fundos: Vox Capital, Astella, Performa e DGF Investimentos.

Humberto Matsuda, conselheiro ABVCAP e sócio da Performa Investimentos, relatou que na gestora a captação se dá através de Family offices — segundo ele, o empreendedor que gerou a fortuna ainda está bastante ativo — fundos de fundos e Investidores Institucionais mais focados na cadeia de Venture Capital. “A melhor dica para quem está começando a estruturar um fundo é criar um relacionamento com empresas que fazem seed money. Existem instituições que podem ajudar um gestor a constituir um novo veículo”, concluiu.

O QUE PENSAM OS ESTRANGEIROS?
Fundos internacionais também marcaram presença na agenda do evento em um debate acerca da perspectiva global sobre as oportunidades de investimento disponíveis no país. O discurso foi unânime: “o Brasil é o lugar”, disse Rami Beracha, sócio do Pitango Venture Capital, com apoio dos outros painelistas — Denver Dale, CEO da Tecton Capital, Michael Stewart, diretor da Applied Ventures e Rimas Kapeskas, sócio-diretor do UPS Strategic Enterprise Fund.

Questionado pela moderadora do painel Jackie Hyland sobre a razão de um investidor de Israel, por exemplo, estar de olho no mercado Brasileiro, Beracha respondeu que está interessado em trazer tecnologias para aplicar em seus negócios.

“Todos nós estamos interessados no mercado brasileiro e suas tecnologias, mas é importante que essas empresas não saiam do Brasil. O Brasil é um mercado completo e acredito que os empresários brasileiros devem pensar em um plano de negócio que faça sentido para o país, mas é preciso investir em engenheiros, para onde eles estão indo?”.

REGULAMENTAÇÃO
Encerrando a Conferência, Francisco Sanchez Neto, vice presidente da ABVCAP e sócio-fundador da Lions Trust e Luiz Eugenio Figueiredo, coordenador do comitê de regulamentação da ABVCAP E head de investimentos alternativos do BNP Paribas Asset Management, falaram sobre o que muda para a indústria de Seed e Venture Capital com a Instrução CVM 578. 

Clovis Meurer, conselheiro deliberativo da ABVCAP, que moderou o painel, explicou que a Instrução é uma vitória da Associação que vem trabalhando com isso junho a CVM durante anos no chamado “Projeto 600”. “A ideia do projeto era a soma das duas principais normas da CVM: as instruções 209, de 1994, e 391, de 2003, que regulam os fundos de empresas emergentes e os fundos de participações, com a intenção facilitar um pouco o trabalho burocrático e também modernizar alguns aspectos para a indústria”. 

Junto a Instrução CVM 578 também foi lançada a 579, que dispõe sobre os critérios contábeis de reconhecimento, classificação e mensuração de ativos e passivos, assim como os de reconhecimento de receitas, apropriação de despesas e divulgação de informações nas demonstrações contábeis dos FIPs. “Além dessa reforma e consolidação de regras, existia também uma pendência regulatória que era edição das regras contábeis na nossa indústria. A norma contábil 579 veio coincidentemente com a 578, mas já estava no radar da CVM a muito mais tempo do que a própria 578. As duas normas se completam. A 578, apesar de não ser uma norma contábil, tem elementos que complementam ocorrências contábeis”.

Figueiredo concluiu o painel explicando que no mercado de VC “é interessante ter agora uma flexibilização no que se refere aos requisitos de categorização”, uma vez que a CVM optou por criar a categoria Multiestratégia, que pode alocar recursos em sociedades em diversos estágios de desenvolvimento, aproveitando-se dos descontos regulatórios concedidos para as sociedades objeto de investimento das categorias Capital Semente e Empresas Emergentes.

A 3ª Conferência Brasileira de Venture Capital teve patrocínio do BNDES, KPMG, Derraik e Menezes Advogados, Grant Thornton, Desenvolve São Paulo, além da parceria institucional do BID/Fomin.

Informações para Imprensa

Fonte: ABVCAP


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