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Notícias ABVCAP

Carta do Presidente 2018! Adicionado em 21/12/2018
 
O ano de 2018 passou rápido e com muita intensidade para todos.

Se pararmos para refletir, certamente concluiremos que  foi um ano desafiador ao extremo para nós, investidores de Private Equity e Venture Capital. Tivemos que nos confrontar com dificuldades, seja no plano político, econômico, jurídico, e ao mesmo tempo.
Como investidores de longo prazo que somos, teremos que lidar com os reflexos e consequências deste momento. E o ano termina ainda com sinalizações dúbias, principalmente no plano econômico e jurídico.

As expectativas do novo governo que se inicia são de melhorias no ambiente de negócios e no ambiente institucional. O desafio é enorme na implantação das várias reformas que se apresentam, e o espaço para erros ou atrasos é quase nulo. O país tem uma chance de recuperar o caminho do crescimento,  abandonado em nome de políticas populistas e modelos econômicos ultrapassados na última década.  Mas precisará agir de forma precisa e rápida se o quiser fazer.

De quatro em quatro anos nos deparamos com promessas de soluções milagrosas para alguns de nossos principais problemas. Tente se lembrar: quantas vezes já ouvimos que determinado candidato presidencial investiria bilhões para melhorar a educação dos brasileiros? Que traria saúde para todos? Que a mobilidade urbana nas nossas cada vez mais caóticas cidades daria um salto? Agora, tente se lembrar de quem fez, de fato, a diferença em cada um desses setores. Certamente não foram os políticos.

Ao longo das últimas duas décadas, as empresas privadas brasileiras vêm fazendo uma revolução silenciosa na educação, na saúde e nos transportes, para falar apenas de três setores. Empresas como Kroton, Cruzeiro do Sul, Eleva Educação e Estácio dão acesso ao ensino superior e fundamental a milhão de estudantes. A Rede D’Or de hospitais, a Intermédica, os laboratórios Fleury, DASA e Hermes Pardini, o Dr Consulta e a Oncoclínicas ajudam a espalhar pelo país uma saúde de excelência. Ninguém consegue imaginar nossos principais centros urbanos sem os aplicativos da 99.  Viajamos pela Azul e pela Gol.  Exportamos e importamos pela TCP e pela Multiterminais.

Há duas coisas em comum a todas essas histórias, e a muitas outras Brasil afora. Primeiro, essas empresas foram fundadas por empreendedores destemidos e talentosos que perseguiram seus sonhos para desbravar setores de altíssimo impacto social. Segundo, todos esses empreendedores tiveram como sócios os fundos de venture capital e private equity que atuam no mercado brasileiro, e que tomaram,  junto com estes empreendedores, os riscos de desenvolver empresas e negócios em ambientes complexos.  

Nos últimos cinco anos, os fundos reunidos na Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) investiram 20,3 bilhões de reais em 140 empresas apenas desses três setores.  Sem falar em TICs, infraestrutura, varejo, fintechs e tantos outros.

Nos últimos treze anos, as empresas investidas por fundos de Private Equity e Venture Capital foram responsáveis por quase 45% dos IPO’s da B3.  Nos últimos oito, por mais de 60%. Não podemos nem devemos minimizar a nossa importância no desenvolvimento do mercado de capitais do Brasil. Aqui também estamos fazendo uma revolução silenciosa 

E, apesar de todas estas conquistas e várias histórias de sucesso, a nossa classe de ativos ainda é vista como uma “inimiga” por muitos, que parecem não conseguir (ou talvez não se interessem em) distinguir os muitos gestores sérios, comprometidos, daqueles poucos que usam os nossos instrumentos de investimento para finalidades escusas.  As dificuldades impostas a nós pelo arcabouço jurídico através de questões como descaracterização da pessoa jurídica  - apenas para citar uma entre várias questões – tornam o dia a dia dos gestores uma verdadeira gangorra, e fazem com que o investidor que nos apoia - tanto o brasileiro como o estrangeiro - se torne muito mais arredio e reticente em alocar capital.  Estamos falando de capital de longo prazo,  de capital que vem para ficar 5, 8, 10, 15 anos.  Que não vem para especular.  Que não vai embora, fugindo, ao primeiro sinal de volatilidade.  Que não é inimigo do país.  Que não é inimigo e não tem interesse nem vocação para burlar as autoridades fiscais.  Que apenas pede regras claras, estáveis e razoáveis, como ele encontra em várias outras partes de mundo.  Precisamos de estabilidade econômica e política e precisamos sobretudo de segurança jurídica. Nos deem esses ingredientes e nos deixem trabalhar pelas empresas brasileiras. Sabemos que os investidores virão!

As expectativas dos investidores estão colocadas. Pesquisa divulgada pela Bloomberg,  nesta semana, mostrou que o Brasil está no topo da lista dos países emergentes na ótica dos investidores:

“Forget the schnapps this season and grab a caipirinha. The new year will usher a rebound in beaten-up emerging markets, with Brazil leading the charge, a Bloomberg survey shows.

Equities, currencies and bonds of developing economies have found a floor and will likely outperform their developed-nation counterparts in 2019, the survey of 30 investors, traders and strategists by Bloomberg showed. Brazil was the top pick for all three asset classes, with Indonesia another standout.”


A ABVCAP centrou seus esforços nesse ano em mostrar a autoridades, reguladores, governantes atuais e futuros que não podemos alterar regras de um momento para outro, não podemos punir e desconfiar dos investidores de risco, precisamos criar um ambiente menos hostil para aqueles que acreditam e querem ajudar nossas empresas. Temos órgãos reguladores e fiscalizadores competentes. A eles cabe punir quem usa os veículos de investimentos para fins diversos.

Repito: precisamos agir de forma rápida e precisa. Nunca o ambiente de empreendedorismo e inovação brasileiro esteve tão pujante. 99 Táxis, Stone, Nubank estão aí para provar que o Brasil está no caminho certo e que os investidores estrangeiros estão atentos às nossas empresas. 

Se olharmos para os exemplos internacionais, veremos que o venture capital e o private equity financiaram as empresas mais destacadas do mundo. Você imaginaria um mundo sem Microsoft, Amazon, AliBaba, Apple, Google? 

Então, por favor, senhores governantes, nos deem segurança jurídica, olhem os investidores como parceiros do Brasil e nos deixem trabalhar pelas empresas brasileiras.

Um Feliz 2019 a todos! Aos nossos membros,  obrigado pelo apoio irrestrito à ABVCAP.


Piero Minardi

Presidente ABVCAP


Fonte: ABVCAP


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