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A empresa de estimação chega à B3 | Entrevista com Frances Fukuda - Warburg Pincus Adicionado em 07/10/2020
 
Num dos maiores IPOs do ano, a Petz revelou aos investidores o potencial do mercado de soluções para animais de estimação no país. Considerado o quarto maior mercado do mundo em faturamento, o Brasil tem população de cerca de 88 milhões de cães e gatos.
Com uma exitosa estratégia omnichannel, que integra os canais de venda digital e físico, e ganhos crescentes de market share, a Petz tornou-se a líder do segmento e exibe taxas de crescimento de cerca de 30% ao ano. Acionista da empresa desde 2013, a gestora americana Warburg Pincus teve um papel decisivo nessa trajetória. Na entrevista à Abvcap, a diretora da Warburg Pincus Frances Fukuda fala sobre a preparação da companhia para a estreia na bolsa e o interesse dos investidores por setores até então inéditos na B3. 

1- Os fundos de private equity são responsáveis por mais de 50% dos IPOs entre 2009 e 2020 na B3. Este ano, aberturas de capital como da Petz e das Lojas Quero-Quero corroboraram para a visibilidade das companhias que têm um gestor por trás do negócio. Como explicar esse movimento e o sucesso das empresas que fazem parte de portfólios de fundos e abrem capital?

Os fundos de private equity buscam desenvolver teses de investimentos sólidas e, para isso, dedicam bastante tempo entendendo a fundo o mercado e o ativo. Quando investimos nas companhias, já temos discutido com os sócios e gestores os gatilhos de crescimento e a estratégia, e isso nos ajuda a focar nas alavancas de valor que vão fazer a diferença. Além disso, o sistema de governança que implementamos é fundamental para monitorar esse plano, atuar nos desvios e dar velocidade. 

As empresas que têm fundos como sócias já funcionam, na prática, como se tivessem capital aberto. Esse processo preparatório começa logo no plano de 100 dias, bastante focado no aprimoramento dos controles internos das companhias. 
Então não só os times de gestão já estão acostumados com todo esse processo, como os investidores acabam associando as companhias do portfolio em geral a teses de crescimento, time de alta performance e estrutura de governança. 


2- Qual foi o papel da Warburg Pincus no crescimento da Petz? 

A Petz tinha uma oportunidade incrível – mercado grande, fragmentado e resiliente. O desafio era posicionar a companhia para ser líder desse mercado. Nossa maior contribuição foi ajudar nosso sócio a profissionalizar a companhia, atrair talentos e desenvolver a estratégia de crescimento. 

Logo no início, concordamos em arrumar a casa antes de acelerar a expansão, o que significou ficar um ano sem abrir lojas. Nesse período, fizemos benchmark nos principais mercados mundiais, trocamos a identidade visual e reposicionamos a marca, redesenhamos o layout das lojas, aprimoramos a oferta de produtos e a experiência do cliente. Em paralelo, investimos na reestruturação do back-office, sistema de gestão e governança, além de participar ativamente na contratação de executivos e na implantação de cultura meritocrática. 

O objetivo era preparar a companhia para o crescimento, mas sem perder a essência. A combinação de um fundador com cabeça aberta e sede de aprender e um fundo que respeita a história da companhia e quer preservar seus valores fez toda a diferença. Embora fôssemos controladores, sempre prevaleceu o melhor argumento no processo decisório.
E foi assim que executamos o plano de expansão nacional, desenvolvemos as capacidades de omnichannel que se tornaram benchmark na indústria e criamos a maior plataforma de soluções para animais de estimação  no país.  

 
3- E no caso da Sequoia?

Sequoia também é um case super interessante em que a transformação da empresa tem provocado uma transformação no setor. Uma indústria que tradicionalmente era vista como asset heavy, dificilmente entendida pelo mercado e com muita restrição de capital. A direção  tinha uma visão de transformar o negócio, investindo em tecnologia e buscando soluções diferenciadas. Essa transformação tecnológica fez com que a companhia se tornasse um grande apoiador do crescimento do e-commerce no Brasil e um player crítico para o desenvolvimento dessa indústria. 


4- O ineditismo da abertura de capital da Petz, ao levar uma empresa do segmento pet para a Bolsa, favoreceu a captação? 

Sim, a Petz era um caso único não só pelo pioneirismo do segmento na Bolsa que contribui para estratégia de diversificação dos investidores, mas também por ser uma das companhias de varejo com maior taxa de crescimento. O nível de engajamento dos investidores foi crescendo exponencialmente conforme eles foram se educando mais sobre o potencial do mercado e sobre as avenidas de crescimento da companhia. 





Fonte: ABVCAP News | Outubro 2020


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