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Private Equity | 3G vê valuations caros e quer mais tempo para achar um bom negócio Adicionado em 27/11/2020
 
A 3G Capital julga que os valuations de empresas nos mercados globais estão caros — especialmente entre as large caps — e quer mais tempo para investir o fundo que levantou originalmente para comprar a Unilever, segundo um relato do Financial Times confirmado pelo Brazil Journal junto a pessoas próximas à gestora.

A 3G está liberando todos os investidores que se comprometeram a aportar US$ 10 bilhões no Special Situation Fund V, cujo principal objetivo era achar uma grande empresa de consumo global, e propondo um fundo menor, entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, e de prazo mais longo, duas pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal.

Na mudança de regras que está sendo proposta, os prazos de investimento e desinvestimento do fundo estão sendo esticados em dois anos. “Eles estão zerando a pedra e começando o processo de novo, deixando as pessoas livres para se comprometer de novo ou não,” diz uma pessoa a par do assunto.

Como a 3G também costuma alavancar a própria empresa que está sendo adquirida, o fundo de US$ 10 bi permitia uma aquisição de US$ 30-40 bi.

Agora, um fundo mais ‘lite’ de US$ 3 bi permitiria uma aquisição na faixa de US$ 8 bi.

Os sócios da 3G vêem hoje mais oportunidades de fazer um bom negócio com empresas nessa faixa de valor de mercado.

Nas conversas com investidores, a 3G está dizendo que considera o ambiente macro global “incerto” e tem notado que os valuations estão nas máximas históricas. Para um investidor de longo prazo, como é a 3G, este não é o melhor ambiente para se aplicar capital.

A gestora tem dito que, se puder esperar mais, e/ou focar em negócios menores, vai encontrar oportunidades melhores.

No início de 2017, a Kraft Heinz, controlada conjuntamente pela 3G e Warren Buffett, fez uma oferta de US$ 143 bilhões pela Unilever, mas a proposta foi recebida como hostil e rechaçada. Se a transação tivesse ocorrido, o fundo investiria na Unilever junto com a Kraft Heinz.

Há um ano, a 3G tentou comprar a operação de elevadores da ThyssenKrupp — desviando do setor de consumo — mas perdeu para um consórcio formado pela Advent e Cinven, que bidou € 17 bilhões.

Os recursos do fundo não estão em caixa. O que a 3G tem são promessas de subscrição de cotas do fundo, acordos conhecidos como ‘capital commitments’ no jargão da indústria. Parte relevante daqueles que se comprometeram a aportar os recursos são investidores latino-americanos, mas a 3G está tentando tornar sua base mais global.

Fonte: Valor Econômico


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