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Venture Capital | Fintech de crédito Solfácil levanta R$ 160 milhões e prevê financiar R$ 1 bilhão em projetos solares Adicionado em 23/06/2021
 
A Solfácil, fintech que financia a instalação de painéis solares para, é a mais nova investida da QED, gestora de venture capital americana que tem os unicórnios Nubank, Creditas, Loft e Quinto Andar no portfólio.

O fundo de Nigel Morris liderou uma rodada Série B de R$ 160 milhões na Solfácil, que contou ainda com a participação do Valor Capital Group — fundo de venture capital do embaixador Clifford Sobel e seu filho Scott e que ficou à frente da rodada anterior, de R$ 21 milhões.

A Solfácil já está entre as maiores fintechs de crédito do país — e cresce a uma taxa de 90% a cada trimestre com a demanda crescente pela chamada geração distribuída — em que o consumidor gera a própria energia por meio de paineis solares e se conecta na rede de distribuição, vendendo o que não consome e obtendo ganhos de até 30% no custo com a conta de eletricidade.

A geração distribuída vem crescendo cerca de 170% ao ano, movimenta mais de R$ 10 bilhões, e ainda tem muito telhado para conquistar: está presente em apenas 0,5% das residências, enquanto nos EUA é 5% e na Austrália, 20%. — Estudos mostram que 93% dos brasileiros dizem que querem instalar energia solar em casa, mas não têm poupança para investir R$ 30 mil em painéis fotovoltaicos — diz o fundador e CEO da Solfácil Fabio Carrara, um engenheiro da Poli/USP com MBA na Universidade Wharton nos EUA que antes de lançar a Solfácil era um integrador, com um negócio de instalação de paineis solares.

A linha da Solfácil tem juros de 1,2% ao mês e prazo de cinco a seis anos para pagar. A economia é imediata e o consumidor na prática troca o pagamento da conta de energia pelas parcelas do financiamento, de 25% a 30% menores.

Segundo o CEO da Solfácil, o novo aporte vai permitir expandir a oferta de soluções dentro da cadeia solar para os parceiros integradores. — Queremos não só financiar, mas prestar serviços para os integradores. Vamos investir em ferramentas para geração de leads de venda, em um marketplace e CRM (software de venda e relacionamento com cliente), para ajudar o integrador a vender mais, comprar melhor e oferecer um pós-venda mais adequado — diz ele. Hoje a empresa conta com 5 mil integradores de paineis fotovoltaicos parceiros e pretende dobrar esse número até o fim do ano.

O marketplace vai reunir empresas distribuídoras dos paineis, que são importados da China, e está previsto para ser lançado no segundo semestre. — O integrador vai poder financiar e adquirir o equipamento dentro da plataforma — diz Fabio.

Inicialmente focada em pessoas físicas, a Solfácil abriu recentemente uma linha para projetos comerciais e este ano quer entrar no agronegócio. Não faz parte dos planos, porém, diversificar a oferta de crédito para outros segmentos. — Nossa origem é solar e não financeira. O crédito hoje é quase commodity e a gente se vê mais como uma plataforma do que como uma fintech — diz Fabio.

Para financiar a expansão da carteira para quase R$ 1 bilhão este ano, a empresa deve lançar um segundo FDIC Verde, no valor de R$ 750 milhões. O anterior, que foi o primeiro FDIC verde do país, captou R$ 500 milhões.

Fonte: O Globo - Blogs


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