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ESG na indústria de Private Equity: uma vantagem competitiva Adicionado em 10/11/2020
 
Os fundos de private equity e venture capital investiram R$ 10,2 bilhões em 112 empresas brasileiras somente no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa realizada pela KPMG com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap). São dados que ratificam a presença e a força desse setor na economia brasileira, inovando e acelerando o mercado de capitais, mesmo em um trimestre em que a economia mundial foi muito afetada pelos efeitos da pandemia. Como gestores de longo prazo desde os anos 1990, a indústria se destaca agora com uma nova safra de investidores brasileiros e internacionais que vem mudando o perfil dos ativos preferidos. 

Um assunto ganhou destaque, nos últimos meses, dentro das prioridades dos investidores que querem adquirir empresas no país, considerando os desafios impostos pelo isolamento social proporcionado pela pandemia da covid-19. A sigla ESG (do inglês, Environmental, Social and Governance) refere-se aos fatores ambientais, sociais e de governança que passaram a fazer parte das exigências requeridas quando das análises para a aquisição de empresas, principalmente, pelos fundos e gestores de private equity. Cada vez mais esses fatores têm adquirido um papel relevante para avaliar o papel de cada agente econômico na melhoria e evolução da nossa sociedade local e global.

O que temos visto é que os fatores ambientais, sociais e de governança já faziam parte dos relatórios de sustentabilidade das empresas, mas esses aspectos foram impulsionados pela pandemia, principalmente no que se refere à questão social e ambiental. O foco de muitos gestores modernos é aperfeiçoar o desempenho das empresas, uma vez que tem se percebido que a adoção das práticas de ESG tende a contribuir para uma menor volatilidade, assim como um potencial de obtenção de melhores resultados a médio e longo prazos. Assim, o mercado financeiro passa a ser um dos principais incentivadores e “enablers” de práticas consideradas mais sustentáveis, fazendo com que essa preocupação não seja apenas de grupos ambientais e organizações afins. Isso sem falar na importância das mudanças que vêm sendo exigidas por investidores no que se refere, por exemplo, à diversidade nas diretorias e conselhos das empresas. 

Todo esse movimento acaba por gerar um ciclo virtuoso de pressão por parte dos stakeholders, do mercado e da sociedade, por ações e comunicações mais transparentes e por investimentos mais responsáveis. E isso passa a ser um componente relevante para a reputação das empresas, o que, por consequência, pode afetar o valor dos ativos. 
Em suma, independente do movimento de combate à pandemia que o mundo vem enfrentando, esse é o momento de as empresas e os investidores endereçarem de forma mais profunda uma análise sobre suas práticas ambientais, sociais e de governança, seu perfil e tipo de comprometimento, para agregar à estratégias e modelos de negócio. ESG não parece ter chegado para ser um assunto da moda ou apenas simpático, com data para cair em desuso. É uma mudança de paradigma que afeta os níveis de qualificação, precificação e atratividade das empresas de todos os setores e mercados.
 
Roberto Haddad  -  sócio líder do setor de private equity da KPMG.
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